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      China aberta a equilibrar e duplicar as rela??es comerciais com Portugal
     
      ( 2010/11/09 )
     
     
    ?Quero agradecer-lhe o seu empenho pessoal, antes e durante esta visita, para que, nas rela??es comerciais entre Portugal e a China possa haver uma nova ambi??o para duplicar o comércio entre os dois países até 2015, mas também dar um impulso pela parte chinesa para que haja mais investimento chinês em Portugal e para que essa rela??o seja uma rela??o equilibrada, de modo a que os dois povos possam beneficiar dessa ambi??o?, afirmou o Primeiro-Ministro. José Sócrates proferiu esta declara??o no final da visita de dois dias do Presidente da República da China, Hu Jintao, e na sequência da assinatura de 9 acordos empresariais e 4 institucionais. As exporta??es portuguesas para a China, embora tenham aumentado consistentemente, s?o ainda cerca de 1/5 das importa??es, situa??o que o Governo que equilibrar.
    O PM destacou que os acordos assinados s?o ?express?o da vontade das autoridades chinesas de incentivar as empresas chinesas para investir em Portugal? e representam a ?diversifica??o da coopera??o económica? para áreas como o turismo, as tecnologias de informa??o ou as telecomunica??es. ?A visita do senhor Presidente centrou-se muito no refor?o da coopera??o económica entre os dois países, e isto é da maior importancia para desenvolver e dar uma ambi??o a uma rela??o política que é excelente?, acrescentou.
    Referindo ?a história e o passado? de 500 anos de rela??es, José Sócrates afirmou que existe ?um futuro à nossa frente? e que a China é ?uma prioridade da política externa portuguesa?. As rela??es entre os dois países s?o sustentadas em três pilares: o acordo de parceria estratégica global assinado em 2005, Macau e as rela??es no quadro da Uni?o Europeia. Aliás, o Chefe do governo desloca-se no próximo fim-de-semana ao Extremo Oriente para participar no Fórum Macau, devido à ?importancia que Portugal atribui a este fórum? para o desenvolvimento da coopera??o entre a China e os países de express?o portuguesa, que é uma das áreas ?mais promissoras e mais importantes? das rela??es entre Lisboa e Pequim.
    O Presidente Hu Jintao afirmou que o Governo da China pretende ?alargar a coopera??o económica e comercial? com Portugal e n?o só ?incentiva as empresas competitivas a operar em Portugal?, como ?dá as boas vindas às empresas portuguesas para participar inteligentemente na concorrência do mercado chinês, para que cada vez mais os grupos portugueses competitivos possam entrar no mercado da China?. ?Vamos fazer tudo para que as trocas comerciais entre a China e Portugal possam duplicar até ao ano de 2015?, acrescentou.
    Devemos, nomeadamente, ?concretizar a complementariza??o das nossas vantagens competitivas e identificar possibilidades de coopera??o, em áreas como a logística portuária, servi?os financeiros, novas e altas tecnologias, protec??o do meio ambiente, energias renováveis, turismo, entre outras?, afirmou o Preside da República Popular da China, acrescentando que os dois países também ?devem aumentar o intercambio humanístico e promover a coopera??o bilateral?.
    O Presidente chinês manifestou a sua solidariedade com Portugal contra o ataque especulativo à dívida soberana e ao euro, afirmando que ?estamos dispostos a apoiar, através de medidas concretas, os esfor?os portugueses para enfrentar os impactos causados pela crise financeira internacional?.
    Entre os acordos destacam-se: entre o BPI e o Banco da China, para, através de Macau, lan?ar uma plataforma para oportunidades de negócio na China e nos países lusófonos; entre a EDP e a Energias da China Internacional para coopera??o mútua em projectos noutros mercados, nomeadamente em áfrica e no Brasil; entre a PT e a empresa tecnológica Huawei para o desenvolvimento de servi?os de nova gera??o, como solu??es de acesso das comunica??es por fibra e sem fios; entre as empresas tecnológicas Zapp.pt e ZTE para projectos de redes e sistemas de comunica??o rádio; entre a portuguesa Temple e a Bailian para a expans?o do grupo português para a China no comércio de café; e ainda exporta??o de fibras têxteis sintéticas, de rochas ornamentais, de vinhos e azeites para a China.
    No campo institucional, Portugal e a China comprometeram a constituir uma comiss?o mista.
    As exporta??es portuguesas, que em 2009 eram de 310 milh?es de dólares EUA aumentaram 61,4% em 2010, para 550 milh?es de dólares, mas sem cobrirem as importa??es portuguesas da China, que ascenderam no ano passado a 1555 milh?es de dólares, um saldo comercial largamente favorável à China, à semelhan?a do que acontece com grande parte dos países da Uni?o Europeia.
     
     


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